Comentário sobre o texto “ Os ultra-ricos preparam um mundo pós-humano”
O texto de Douglas Rushkoff, através do
relato sobre a atitude de um grupo de banqueiros em uma das palestras que
ministrou, traz à tona uma reflexão sobre o quão individualista e nada empático o ser
humano pode ser. Nesse sentido, é alarmante observar como a preocupação
dos super-ricos, a qual restringia-se à sobrevivência ao desastre apocalíptico (O Evento), não envolve, em momento
nenhum, a ideia de coletividade, pelo contrário, visava unicamente a própria preservação.
Além de se fixarem a uma perspectiva pré-determinada de futuro, esses homens
mostram-se completamente desacreditados nas potencialidades humanas e depositam
toda a sua confiança na tecnologia para resolver seus problemas. Após
discussões mais aprofundadas em grupo, concluímos que, embora tal evento tenha
ocorrido isoladamente, a visão egocêntrica e que exalta os aparatos digitais em
detrimento do ser humano não é restrita, mas permeia o pensamento de muitos
indivíduos e é nítida no cotidiano, como, por exemplo, na esfera do lazer. Esta
perspectiva é evidente no descaso de muitas pessoas e até mesmo do poder
público quanto ao cumprimento desse direito por cidadãos de classes
desfavorecidas, expressa no difícil acesso a equipamentos eletrônicos,
no grande número de festas fechadas e na discriminação que ocorre
em diversos locais públicos (como em alguns museus e shoppings), constrangendo muitos
visitantes. Vale ressaltar ainda, o caráter antissocial que foi desenvolvido contemporaneamente,
o qual reflete em casos recorrentes de indivíduos que valorizam mais dispender
horas em frente telas de computadores, celulares e televisões do que no convívio
coletivo. Dessa forma, resta-nos a esperança de que as pessoas possam notar a importância
da coletividade e o caráter inter-relacional indissociável da experiência em
sociedade, para ser possível esperar um futuro mais positivo para todos.

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